Resiliência e Adaptação diante de mudanças

Resiliência e Adaptação diante de mudanças

Resiliência e Adaptação – fortalecendo equipes para o cenário de mudanças

Apresentação do tema: Contexto atual de mudanças constantes e desafios no Brasil:

O cenário atual no Brasil sobre mudanças e desafios profissionais em 2025 é marcado por uma transformação intensa impulsionada por avanços tecnológicos, mudanças econômicas e novas demandas do mercado. A digitalização, automação e inteligência artificial têm modificado rapidamente a natureza dos empregos, exigindo dos trabalhadores uma constante atualização e adaptação.

Setores em alta, como tecnologia, saúde e energias renováveis, demandam profissionais com habilidades específicas em programação, análise de dados, pensamento crítico e competências interpessoais. A flexibilização no trabalho, especialmente com modelos híbridos e remotos, é uma preferência majoritária, com 76% dos trabalhadores buscando essas opções.

Por outro lado, os desafios são consideráveis. Muitos profissionais enfrentam insegurança no emprego, instabilidade financeira e ansiedade decorrentes dessas rápidas mudanças. A rotatividade e o desalinhamento entre funcionários e liderança também crescem, impactando a motivação e o engajamento. A busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional, ambientes inclusivos e saudáveis, e melhores condições de trabalho são temas centrais.

E como administrar da melhor forma possível todas essas mudanças?

Esse contexto demanda das organizações e profissionais uma postura resiliente e adaptativa para prosperar diante das incertezas, investindo em aprendizado contínuo, desenvolvimento emocional e criação de ambientes colaborativos e seguros.

 

Compreendendo Resiliência e Adaptação

A definição de resiliência na psicologia é a capacidade mental e emocional de lidar com crises, superar adversidades e retornar ou até crescer a partir delas. Ela envolve a habilidade de se manter sereno diante de situações de estresse, regulando emoções, mantendo o controle dos impulsos e adotando uma atitude otimista e proativa em relação às dificuldades.

Pessoas resilientes são capazes de adaptar-se de forma saudável ao seu contexto, utilizando seus recursos internos e apoio social para enfrentar desafios, aprender com as experiências difíceis e sair fortalecidas. A resiliência não significa ausência de sofrimento, mas sim a capacidade de recuperação e transformação positiva frente às adversidades.

Esse conceito foi popularizado pela psicóloga Emmy Werner e envolve fatores como autorregulação emocional, autoconfiança, esperança, empatia e competências sociais, sendo uma habilidade desenvolvível por meio de estratégias psicológicas e práticas de atenção plena, autocompaixão e construção de fatores psicossociais.

Emmy Werner (1929–2017) foi uma psicóloga do desenvolvimento americana pioneira na pesquisa sobre risco e resiliência em crianças. Ela conduziu um estudo longitudinal que acompanhou cerca de 700 crianças nascidas em 1955 na ilha de Kauai, no Havaí, por um período de 32 anos. Essas crianças viviam em condições vulneráveis, incluindo pobreza, violência e famílias disfuncionais.

Werner identificou que, apesar das adversidades enfrentadas, uma parte significativa dessas crianças desenvolveu personalidades saudáveis e se tornou capaz de superar circunstâncias difíceis. A principal conclusão do seu estudo foi que a presença, nos primeiros anos de vida, de pelo menos uma pessoa amorosa e confiável, fornecia uma base segura fundamental para o desenvolvimento da confiança, autonomia e iniciativa. Esse apoio ajudava essas crianças a enfrentarem o mundo exterior e se desenvolverem de forma resiliente.

Seu trabalho foi fundamental para consolidar o conceito de resiliência psicológica, mostrando que a capacidade de adaptação e superação não é apenas uma questão de características inatas, mas também fortemente influenciada por fatores ambientais e relacionais. Emmy Werner é reconhecida por trazer luz ao processo de resiliência como uma interação entre o indivíduo e seu contexto, sendo uma referência clássica na psicologia do desenvolvimento e da resiliência.

Quando falamos sobre Adaptação, estamos falando sobre flexibilidade cognitiva

Flexibilidade cognitiva significa desenvolver a capacidade de olhar para a mesma situação de várias maneiras, ou seja, não estabelecer uma única forma de pensar. Por exemplo: você mandou uma mensagem para uma pessoa importante há algumas horas, e ela não te respondeu – uma forma rígida de pensar seria “essa pessoa está me ignorando” e isso vai, provavelmente te deixar triste. Uma forma flexível de pensar seria “deve estar ocupado, pode ser que esteja fazendo algo e não viu a mensagem, deve ter tido vários compromissos, e mais tarde me responde…”. Pensar de forma flexível está diretamente associado a sofrer menos na vida.

 

Desafios comuns em ambientes de mudança (5 minutos)

  • Incertezas, pressão e estresse.
  • Resistência à mudança e impacto no desempenho da equipe.

 

Como praticar a flexibilidade cognitiva (e desenvolver adaptação)

Diante de uma situação que te perturbou, considere:

a  situação;

  • o  que  você  estava  pensando;  e
  • como  você  se  sentiu  emocionalmente.

Depois, faça algumas perguntas a você mesmo, que o ajude a trazer flexibilidade (e menos sofrimento) para você diante dessa situação:

  1. O que me faz pensar que esse pensamento é verdadeiro? Há alguma evidência de que isso não seja verdade ou não seja completamente verdade?
  2. Existe outra maneira de encarar essa situação?
  3. Se o pior acontecer, o que eu posso fazer? O que de melhor poderia acontecer? O que é mais provável de acontecer?
  4. Qual é o efeito de acreditar nesse pensamento? O que poderia acontecer se eu mudasse meu pensamento?
  5. O que eu diria ao meu amigo [pense em uma pessoa específica] se ele estivesse nessa situação e tivesse esse pensamento?
  6. O que posso fazer sobre isso agora?

Ao responder a essas perguntas com respostas mais razoáveis e equilibradas, você pode descobrir que está vivenciando a vida de forma mais realista e começando a se sentir um pouco melhor.

Estratégias para desenvolver resiliência em equipes

  • Fomentar a comunicação aberta e ambiente de confiança.
  • Incentivar a resolução de problemas e pensamento criativo diante dos desafios.
  • Promover aprendizado contínuo e mentalidade de “testar e aprender”.
  • Fortalecer os vínculos interpessoais e colaboração entre membros.
  • Capacitação emocional e técnica para enfrentar adversidades.

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