diferenças de ansiedade e depressão

Ansiedade ou depressão?

Como identificar as diferenças de ansiedade e depressão

Transtornos de Ansiedade e Depressão têm liderado os problemas de saúde mental no Brasil.

Uma pesquisa de 2023 mostrou que 26,8% da população brasileira tem algum diagnóstico de ansiedade, ou depressão, e não é incomum ter os dois ao mesmo tempo. Uma estimativa da Organização Mundial da Saúde indica que 9,3 % da população mundial têm algum transtorno de ansiedade, e 5,8% têm depressão.

De janeiro a outubro de 2024 o atendimento ambulatorial do SUS gerou em cerca de 670 mil pessoas, que buscaram atendimento com demandas e queixas de saúde mental.

Reconhecer o problema é o primeiro passo para buscar ajuda em tempo, e não apenas isso, começar um tratamento adequado, e que traga resultados o quanto isso, pois quando esses problemas não são tratados, outros mais são gerados.

Como reconhecer quando procurar ajuda?

Sabendo olhar para os sintomas de transtornos de ansiedade e depressão.

Alguns sintomas de ansiedade e depressão são semelhantes, por isso, muitas vezes as pessoas confundem, e não entendem a diferença de um e outro, portanto, vamos explorar melhor a diferença entre sintomas de ansiedade e depressão.

Sintomas de Ansiedade que devem ser um alerta para buscar uma avaliação: a característica essencial de um transtorno de ansiedade é a presença do medo excessivo diante de uma situação de ameaça real ou eminente (está apenas na percepção do indivíduo), e a ansiedade que surge como antecipação de ameaça futura, o famoso “e se isso acontecer…” sempre trazendo um cenário de catástrofe, de coisas que ainda não aconteceram.

Muitos dos transtornos de ansiedade se desenvolvem ainda na infância e podem persistir se não forem tratados. A maioria ocorre em meninas, e cada transtorno (aqui no blog tem um texto explicando as diferenças dos diversos transtornos de ansiedade) é diagnosticado somente quando os sintomas não são consequência de efeitos do uso de medicamentos ou outra condição médica.

Os sintomas depressivos têm como característica essencial a presença de humor triste, vazio ou irritável, que acompanha alterações físicas e mentais, que afetam de forma significativa a capacidade de funcionamento no indivíduo, ou seja, pode ser uma doença incapacitante, que atrapalha toda a vida.

Quando falamos em alterações mentais provocadas pela depressão, estamos falando dos pensamentos de um cérebro deprimido. Mudança na forma de pensar é uma característica essencial, e essas mudanças refletem na maneira como a pessoa pensa sobre si mesma.

Humor triste, vazio ou irritável significa que uma pessoa com depressão pode chorar ou sentir essa vontade, mesmo quando parece não existir motivo para isso. Na forma de se comportar, a pessoa pode ter dificuldades para dormir, ou dormir demais, e alteração no apetite, para mais ou menos.

Também é comum em pessoas depressivas a sensação constante de cansaço, que descrevem como um “peso”, além da dificuldade de concentração e também de muita indecisão, com dificuldade para tomar decisões, até mesmo as mais simples.

Podemos perceber claramente a diferença de um cérebro ansioso e de um cérebro deprimido quando observamos a forma de pensar de cada um deles:

 

Como pensa um cérebro ansioso (de forma sempre muito trágica, catastrófica):

“se eu pegar esse vôo, o avião pode cair, e todo mundo vai morrer” – acredita que voar é um grande perigo.

“meu coração está disparado, estou suando, estou tento um ataque do coração, posso morrer” – medo das próprias reações fisiológicas.

“o que será que vão achar de mim quando eu chegar com essa roupa? Meu Deus, que vergonha” – medo do julgamento alheio.

“preciso fazer tanta coisa hoje, coisas do trabalho, não tenho nada na geladeira em casa, tenho que resolver os problemas da escola do meu filho, não vou conseguir dar conta de tudo…e pra completar tô com dor de barriga e náuseas” – preocupação excessiva com várias coisas ao mesmo tempo, acompanhada de reações físicas.

 

Como pensa um cérebro deprimido (de forma sempre muito negativa, acreditando que é desamparada, indigna de amor e/ou inútil):

“Estou sempre triste, nada me ajuda”

“Não consigo fazer o que preciso, estou só sobrevivendo”

“Não gosta mais das coisas como antes”

“Tudo está indo por água abaixo, não tem mais jeito”

“Eu tenho algum problema, ninguém vai me suportar mais, vão se cansar de mim”

“As coisas nunca vão melhorar”

 

Sobre o tratamento – para ambos os problemas a busca por ajuda é essencial para o processo de melhora acontecer. E por onde começar? Busque uma avaliação com médico psiquiatra ou psicólogo cognitivo comportamental, que são os profissionais capacitados para avaliar e tratar esses problemas.

 

Já dizia Aaron Beck: “Não são as situações em nossas vidas que causam angústia, mas sim nossas interpretações dessas situações”.

Ou seja, um cérebro adoecido interpreta a realidade da vida de forma diferente, e para que isso seja corrigido, buscar ajuda é fundamental.

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